Mas João de Maria jamais desistiria


João já não sabia o que fazer, enquanto Maria falava repetidamente que não haveria volta. Que de fato era o fim, João se perdeu em pensamentos.

E agora João? Como serão suas manhãs sem o bom dia sorridente dela? Como serão seus sábados sem os passeios no parque? Como serão os domingos  sem filmes e pipocas no colchão da sala? E agora João?


Enquanto Maria falava e falava as mil razões descabidas pelas quais desistira de viver aquele amor, João a olhava nos olhos na esperança de encontrar a Maria por quem se apaixonou.

Onde fora Maria? Onde foi o que sentia? O que de fato acontecia? Por que ela não mais sorria? 
E agora João? Mas João já sabia que o medo de Maria no fundo era a solidão.
E então ele a beija, lhe traz de volta a calmaria, e mostra a Maria que dela jamais desistiria...


Muito menos soltaria sua mão.

Um João Ninguém.

Calma João






Ah João, cadê tua leveza? Tua coragem e destreza? Cadê tua alegria? Partiu com Maria?

Ah João, o amor tem dessas, uma hora é lagoa calma e serena outras queda d'agua bruta. Hora brisa das chuvas de março, hora um inverno cruel inteiro.

Ora João, ela é forte, é decidida, se não a tiver nessa vida, sabe se lá se em outra não. Calma João, no fundo basta abrir teu peito, Maria conhece teu caos, reconhece teu jeito.

A vida surpreende João, a dor talvez te mostre beleza. Nem sempre se controla o caos e os medos que crescem na gente.

Talvez ela siga João, talvez maria voe pra longe, pra onde seus pesos não a prendam, entenda, ela é bela e leve borboleta. Mas a vida da voltas meu caro, quem sabe ela volte e te mostre que o mundo é cheio de flores mas ela quer morada nas que vivem em ti.

Quem sabe João ela traga de volta, suas forças, alegrias, sua paz. Talvez Maria fique, seja dentro ou fora do peito pura e simplesmente por que tem você aqui, pura e simplesmente por que goste de ficar.

Um João ninguém